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25 de Agosto de 2019
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    INFORME: Previdência Social retira 24 milhões de pessoas da pobreza

    Número representa redução de 12,8% na taxa de pobreza do Brasil

    Ministério Da Previdência Social
    há 7 anos

    Da Redação (Brasília) - Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2011, os benefícios pagos pela Previdência Social retiraram da condição de pobreza 24 milhões de pessoas, uma redução de 12,8% na taxa de pobreza do Brasil. A informação está no Informe de Previdência Social, divulgado nesta quarta-feira (31), que traz uma análise dos técnicos da Previdência sobre os números da PNAD. Foram consideradas pobres pessoas com rendimento domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo. Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui .

    “A renda previdenciária favorece, sobretudo, aqueles com idade superior aos 55 anos - a partir dessa idade nota-se uma significativa expansão da diferença entre o percentual de pobres com e sem as transferências previdenciárias. Portanto, a pobreza diminui com o aumento da idade, chagando ao limite inferior de 10% para a população com 70 anos de idade ou mais”, conclui o estudo.

    O artigo destaca, também, o aumento da cobertura previdenciária no Brasil, em 2011. O número de pessoas, com idade entre 16 e 59 anos que estavam protegidas pela Previdência Social, chegou a 60,5 milhões. Elas faziam parte de um universo de 85,6 milhões de pessoas que se declararam ocupadas e estavam nessa mesma faixa etária. Isso significa que, de cada 10 trabalhadores, 7 estavam protegidos, de acordo com o artigo.

    A maior categoria com pessoas protegidas é a de contribuintes do Regime Geral de Previdência Social (54,4% dos ocupados com idade entre 16 e 59 anos). Se considerado o gênero, diz o estudo, em 2011, a proteção social era maior entre os homens (71,4%), frente às mulheres (69,7%).

    Mudança - Depois de um longo período de quedas consecutivas na taxa de proteção social dos trabalhadores ocupados com idade entre 16 e 59 anos, os dados da PNAD revelam uma mudança de comportamento dos brasileiros. Segundo o estudo, no período de 1992 a 2002, o percentual de protegidos diminuiu. Passou de 66,4% para 61,7%. No entanto, entre 2002 e 2011, os números mostram a reversão dessa tendência, com uma melhora expressiva no nível de cobertura, que passou de 61,7% para 70,6% - o melhor resultado registrado para este indicador.

    Idosos - A proteção social entre os idosos é ainda maior. Dados da PNAD mostram que a cobertura previdenciária das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos chega a 82,2%. “Os idosos socialmente protegidos - que recebiam aposentadoria e/ou pensão de qualquer regime previdenciário ou da assistência social ou contribuíam para a Previdência Social - totalizavam 19,32 milhões de pessoas em 2011”, diz o artigo.

    Ainda segundo dados da PNAD, essa melhora na taxa de cobertura entre idosos é resultado, principalmente, do aumento da proteção de mulheres idosas, já que a série referente aos homens permanece, praticamente, estável desde 1993. A fatia de mulheres protegidas saltou de 66,4%, em 1992, para 78,6%, em 2011.

    Informações para a Imprensa

    Renata Brumano

    (61) 2021-5102

    Ascom/MPS

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